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Quotas - a favor ou contra?



20
jul
Quotas - a favor ou contra?

O sucesso nas organizações acontece quando os padrões antropológicos masculino-patriarcal e feminino-matriarcal estão em equilíbrio.

Recentemente tive a oportunidade de participar na Conferência “Mulheres na Liderança: Através das Lentes dos Setores Público, Privado e dos Media”, promovida pela Associação de Mulheres Embaixadoras (AWA – Association of Women Ambassadors) e com o alto patrocínio do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Foi um privilégio ouvir o testemunho de todos os oradores convidados e acima de tudo a mensagem que deixaram que quero partilhar convosco.

O debate iniciou-se com uma mensagem do Secretário-geral da ONU, António Guterres, onde realçava a prioridade do papel da mulher na Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU sobre mulheres, paz e segurança. Aqui é exigida a participação das mulheres na construção da paz, a proteção das violações dos direitos humanos e a promoção do acesso à justiça e aos serviços para enfrentar a discriminação.

Foi abordado o tema da diferença salarial entre homens e mulheres, que em Portugal ronda os 14,9%. No conjunto da União Europeia, a diferença é ainda maior: 16,7%.

Julio Portalatin, CEO da Mercer, defendeu que no setor privado 80% do poder de decisão a nível mundial reside no género masculino e, ao não incluirmos os homens no processo, dificilmente chegaremos à igualdade do género. Portalatin defende que para incluir os homens na conversa é necessário falar sobre “números”! Qual o impacto económico-financeiro de ter empresas lideradas por mulheres? É necessário mostrar resultados!

O próprio Presidente Marcelo Rebelo de Sousa partilhou uma ideia que acredito que pode influenciar a maior parte das mulheres, na forma de verem a questão das “quotas”. Desde há 20 anos que ele defende a ideia das quotas, apesar de considerar que não fazem sentido, pois julga que o importante é alcançar os lugares de decisão por mérito próprio. No entanto, considera que se não houver uma medida drástica que faça com que elas ocupem esse lugar (as “quotas”)…nunca mais chegam lá!

Isto faz-me lembrar as imensas vezes que vejo mulheres com extrema capacidade, mas que não se candidatam a uma função superior de forma espontânea porque estão à espera de serem vistas e reconhecidas pelo seu mérito. Se não se candidatar e falar abertamente sobre o seu interesse nessa função, o mais provável que aconteça é ser um colega seu a fazê-lo e, porém, ter maior probabilidade de atingir o seu objetivo.

Seja você própria o seu “rol model”, junte-se a pessoas que queiram vê-la crescer e avançar profissionalmente, crie parcerias estratégicas. Escolha as redes de networking mais adequadas para si e envolva-se de corpo e alma, procure um mentor(a). Não tente masculinizar o seu estilo de liderança para tentar encaixar no contexto, procure antes a sua autenticidade e como pode marcar a diferença com a sua sabedoria interior que todo ser humano tem.

O sucesso nas organizações acontece quando os padrões antropológicos masculino-patriarcal e feminino-matriarcal estão em equilíbrio. Ambos os extremos sozinhos não são bons, eles coexistem precisamente para triunfar em harmonia.


Esther Liska
Conheça-nos
O GWC é o “colo” onde projectos empreendedores e marcantes no e para o feminino encontram as condições ao seu desenvolvimento e crescimento. Marcas e projectos reúnem-se em torno do seu fio condutor, da sua missão e do seu legado.
Alina Aragonez
+ conhecer
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+ conhecer
Anabela Rocha
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20
jul
Quotas - a favor ou contra?

O sucesso nas organizações acontece quando os padrões antropológicos masculino-patriarcal e feminino-matriarcal estão em equilíbrio.

Recentemente tive a oportunidade de participar na Conferência “Mulheres na Liderança: Através das Lentes dos Setores Público, Privado e dos Media”, promovida pela Associação de Mulheres Embaixadoras (AWA – Association of Women Ambassadors) e com o alto patrocínio do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Foi um privilégio ouvir o testemunho de todos os oradores convidados e acima de tudo a mensagem que deixaram que quero partilhar convosco.

O debate iniciou-se com uma mensagem do Secretário-geral da ONU, António Guterres, onde realçava a prioridade do papel da mulher na Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU sobre mulheres, paz e segurança. Aqui é exigida a participação das mulheres na construção da paz, a proteção das violações dos direitos humanos e a promoção do acesso à justiça e aos serviços para enfrentar a discriminação.

Foi abordado o tema da diferença salarial entre homens e mulheres, que em Portugal ronda os 14,9%. No conjunto da União Europeia, a diferença é ainda maior: 16,7%.

Julio Portalatin, CEO da Mercer, defendeu que no setor privado 80% do poder de decisão a nível mundial reside no género masculino e, ao não incluirmos os homens no processo, dificilmente chegaremos à igualdade do género. Portalatin defende que para incluir os homens na conversa é necessário falar sobre “números”! Qual o impacto económico-financeiro de ter empresas lideradas por mulheres? É necessário mostrar resultados!

O próprio Presidente Marcelo Rebelo de Sousa partilhou uma ideia que acredito que pode influenciar a maior parte das mulheres, na forma de verem a questão das “quotas”. Desde há 20 anos que ele defende a ideia das quotas, apesar de considerar que não fazem sentido, pois julga que o importante é alcançar os lugares de decisão por mérito próprio. No entanto, considera que se não houver uma medida drástica que faça com que elas ocupem esse lugar (as “quotas”)…nunca mais chegam lá!

Isto faz-me lembrar as imensas vezes que vejo mulheres com extrema capacidade, mas que não se candidatam a uma função superior de forma espontânea porque estão à espera de serem vistas e reconhecidas pelo seu mérito. Se não se candidatar e falar abertamente sobre o seu interesse nessa função, o mais provável que aconteça é ser um colega seu a fazê-lo e, porém, ter maior probabilidade de atingir o seu objetivo.

Seja você própria o seu “rol model”, junte-se a pessoas que queiram vê-la crescer e avançar profissionalmente, crie parcerias estratégicas. Escolha as redes de networking mais adequadas para si e envolva-se de corpo e alma, procure um mentor(a). Não tente masculinizar o seu estilo de liderança para tentar encaixar no contexto, procure antes a sua autenticidade e como pode marcar a diferença com a sua sabedoria interior que todo ser humano tem.

O sucesso nas organizações acontece quando os padrões antropológicos masculino-patriarcal e feminino-matriarcal estão em equilíbrio. Ambos os extremos sozinhos não são bons, eles coexistem precisamente para triunfar em harmonia.


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